segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Confraria da Leitura traz "O Segredo do Anel"

Inauguramos hoje no blog, com esse post, a Confraria da Leitura, onde faremos indicações de livros que já lemos. Eu e Víviam compartilhamos de muitos gostos em comum (não foi à toa a idéia do blog em conjunto), e a leitura é um hábito comum que temos. Sempre estamos trocando livros e sugestões de leitura e resolvemos compartilhar aqui com vocês também.
A sugestão de hoje é o livro "O SEGREDO DO ANEL - O LEGADO DE MARIA MADALENA", da Autora: katlen McGowan.
O interessante desse livro é que ela decide resgatar as personagens femininas desta visão deturpada que sempre foi destinada às mulheres na história.


Eu busquei uma crítica que estivesse em consonânica com a minha impressão sobre o livro e encontrei essa da Ana Lúcia Santana, no site: http://www.infoescola.com/.


"Em suas pesquisas, determinada a transformar personalidades consideradas infames, prostitutas, adúlteras, em protagonistas importantes da História, Kathleen depara-se com a vida de Maria Madalena, e planeja incluí-la na galeria das heroínas injustiçadas. Seduzida e fascinada por esta personagem dos primórdios do Cristianismo, e por outras tantas figuras que povoam o Evangelho, a escritora passa a concentrar toda sua energia criadora nesta mulher que se destaca tanto no imaginário popular quanto no dos artistas de todas as épocas, e ganha cada vez mais relevo hoje, por conta de uma onda de revelações surpreendentes sobre sua vida. Embora o leitor, a princípio, possa crer estar diante de mais um best-seller sobre este tema, uma leitura mais atenta pode conduzi-lo por uma jornada inusitada, em alguns momentos surreal, mas não menos verdadeira, apenas por não se apoiar em documentos inequívocos.
É seguindo essa viagem por caminhos talvez nunca antes trilhados, que a autora compõe este romance, ou melhor, esta saga histórica que se desdobra no espaço e no tempo. Kathleen, assim como sua protagonista Maureen Paschal, percorre o Sul da França e os campos da Irlanda, as margens do Mississipi e a Terra Santa, e pontos sagrados de Paris, como a Catedral de Notre-Dame. Ao trilhar este percurso, a heroína também caminha ao encontro de sua real identidade, do seu papel na História, da compreensão de um universo até então desconhecido para ela, totalmente alheio à Razão Acadêmica. Maureen caminha do ceticismo para a aceitação de seu destino como a Escolhida, anunciada por uma antiga profecia. Parte de sua performance divina é justamente resgatar uma verdade negada pela história, mas preservada por longo tempo pelos guardiões de um raro tesouro, o Evangelho de Arques Segundo Maria Madalena.

Em “O Segredo do Anel” os destinos de famosas famílias francesas, como os Médici e os Bórgia, de artistas da Renascença, como Botticelli e Da Vinci, de poetas como Jean Cocteau, de cientistas como Isaac Newton e religiosos como São Francisco de Assis e Joana D’Arc, entrelaçam-se às histórias dos Cavaleiros da Távola Redonda e também às vidas dos personagens que habitam as páginas do Evangelho, todos girando em torno das figuras carismáticas de Jesus Cristo e Maria Madalena. Maureen viaja aos primórdios do Cristianismo, com a ajuda de misteriosos personagens, revelando a face ao mesmo tempo humana e divina de Jesus, e o real papel que coube a cada discípulo nesta jornada de luz e sombra. Neste cenário destacam-se mulheres fortes, líderes de sua era, como Maria, mãe de Jesus, Salomé, enteada do tetrarca Herodes, e Cláudia Procula, esposa de Pôncio Pilatos, alçadas nesta obra à sua real estatura na história do cristianismo primitivo.

O leitor, junto com Maureen Paschal, é transportado nesta trama de surpresa em supresa. Ele descobre o significado do movimento nazareno, tão pouco explorado pelos pesquisadores desta época, e se depara com os meandros da política judaico-romana dos tempos de Jesus – qualquer semelhança com os mecanismos políticos contemporâneos não é mera coincidência. A narrativa de “O Segredo do Anel” é ágil, eletrizante, vibrante, e prende o leitor do começo ao fim. A autora – jornalista e editora-chefe de “The Irish News” – consegue sem muito esforço, neste seu romance de estréia, montar um mosaico histórico-ficcional que se move constantemente no espaço e no tempo, escapando das armadilhas que transformam algumas tramas em uma colagem confusa de fatos e personagens. O desenrolar deste enredo é inteligente, bem editado, e Kathleen tem o dom de construir personagens elaborados, profundamente humanos em seus dilemas e escolhas."

3 comentários:

Víviam Borré disse...

Adorei esse livro também!

Anônimo disse...

Gi, ja tem a continuacao dele, chama "O livro do amor", eu estou lendo...

Hellen

P.S. Quando vamos poder comentar sem ser anonimo?

Víviam Borré disse...

Eu acho que é um bug do Blogger, porque tem um monte de gente que reclama também... =(